domingo, 11 de outubro de 2009

"Sacerdote eternamente"

Com grande alegria, em ato de gratidão aos acompanhantes do nosso blog, trazemos aqui algumas fotos da Ordenação Sacerdotal do nosso querido Ir. Rafael (Pe. Rogério).
Rezemos pela sua missão e pela sua entrega diária no Altar de Deus por cada um de nós.
Gratidão queridos amigos do blog!
Deus abençoe a todos pelas mãos da Virgem Maria.





sábado, 19 de setembro de 2009

Oração de São Pio de Pietrelcina



Jesus, que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte. Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor, seja-me concedido expirar contigo no Calvário, para subir contigo à glória eterna. Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições, para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu; para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o Teu sofrimento por mim. Jesus, que eu também enfrente como Tu, com serena paz e tranqüilidade, todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta terra; uno tudo a Teus méritos, às Tuas penas, às Tuas expiações, às Tuas lágrimas, a fim de que colabore contigo para a minha salvação e para fugir de todo o pecado, causa que Te fez suar Sngue e Te reduziu à morte. Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado. Com o fogo de Tua santa caridade, escreve em meu coração todas as Tuas dores. Aperta-me fortemente a Ti, de maneira tão estreita e tão suave, que eu jamais Te abandone nas Tuas dores. Amém. (Padre Pio de Pietrelcina)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Quaresma do Arcanjo Miguel


São Francisco foi um santo em que sua vida mortal procurava nutrir muito sua alma, para não esfriar o seu amor por Jesus, um espírito de oração e sacrifício muito grande. Tal era que ele realizava por ano três quaresmas além de um outro período de jejum e oração em honra da Mãe de Deus pela qual tinha uma doce e especial amor, que ia da festa de São Pedro e São Paulo até a festa da Assunção.

Foi de um modo muito especial que na quaresma de São Miguel, Deus coroou Francisco de graças abundantes dentre elas o de marcá-lo em seu corpo, pelo profundo desejo de imitar ao seu filho Jesus Cristo, com os sinais de sua Paixão toda essa quaresma era realizada no Monte Alverne. Alverne: verna vem de vernare verbo utilizado por Dante e que significa “fazer frio”, gela.

São Boaventura diz em sua Legenda Maior em seu capítulo 9, parágrafo 3 dos escritos biográficos de São Francisco: “um vínculo de amor indissolúvel unia-o aos anjos cujo maravilhoso ardor o punha em êxtase diante de Deus e inflamava as almas dos eleitos”. Por devoção aos anjos, celebrava uma quaresma de jejuns e orações durante os quarenta dias que seguem a Assunção da Santíssima Virgem Maria. São Miguel, sobretudo, o quem cabe o papel de introduzir as almas no Paraíso, era objetivo de uma devoção especial em razão do desejo que tinha o santo de salvar a todos os homens. Era do conhecimento de Francisco a autoridade e o auxílio que o Arcanjo Miguel tem em exercício das almas em salva-las no último instante da vida e o poder de ir ao purgatório retira-las de lá.

Esse era o principal motivo pela qual Francisco realizava sua quaresma e isso nos é relatado na Legenda Terusina no nº 93 de sua biografia onde o Santo vai dizer no ano de 1224, ano até em que recebeu os estigmas ao avistar o Monte Alverne em visita ao eremitério: “Para honra de Deus, da Bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel, príncipe dos anjos e das almas, quero fazer aqui uma quaresma”. É neste mesmo ano que ele realizou sua 1ª quaresma em honra de São Miguel Arcanjo.

Foi neste ano que estando Francisco a rezar no Monte Alverne, relata a Legenda Menor de sua biografia, em sua 1ª quaresma em honra do glorioso Arcanjo Miguel o sentiu com maior abundância do que nunca a suavidade da contemplação celeste, o ardor dos desejos sobrenaturais e a profusão das graças divinas transportado até Deus num fogo de amor seráfico, e transformado pelos arroubos de uma profunda compaixão n’Aquele que, em seus extremos de amor, quis ser crucificado, orava certa manhã numa das partes do monte. Aproximava a festa da Exaltação da Santa Cruz, quando ele viu desce do alto do céu, dir-se-ia, um Serafim de seis asas flamejantes, o qual, num rápido vôo, chegou perto do lugar onde estava o homem de Deus. O personagem apareceu-lhe não apenas munido de asas, mas também crucificado, mãos e pés estendidos e atados a uma cruz. Duas asas elevavam-se por cima de sua cabeça, duas outras estavam abertas para o vôo, às duas últimas cobriam-lhe o corpo.

Tal aparição deixou Francisco mergulhado num profundo êxtase, enquanto em sua alma se mesclava a tristeza e a alegria: uma alegria transbordante ao contemplar a Cristo que se lhe manifestava de uma maneira tão milagrosa e familiar, mas ao mesmo tempo uma dor imensa, pois a visão da cruz transpassava sua alma com uma espada de dor e de compaixão. Aquele que assim externamente aparecia e o iluminava também internamente. Francisco compreendeu então que os sofrimentos da paixão de modo algum podem atingir um Serafim que é um espírito imortal. Mas essa visão lhe fora concedido para ensinar que não era o martírio do corpo, mas o amor o incendiou a alma que deveria transformá-lo, tornando o semelhante a Jesus Crucificado. Após uma conversação familiar, que nunca foi revelada aos outros, desapareceu aquela visão, deixando-lhe o coração inflamado de um ardor seráfico e imprimindo-lhe na carne a semelhança externa com o crucificado, como a marca de um sinete na cera que o calor do fogo fez derreter. Logo começaram, com efeito, a aparecer em suas mãos e pés as marcas dos cravos.

Quando o verdadeiro amor transformou o amigo de Cristo na semelhança d’Aquele que ele amava, terminado os quarenta dias previstos no monte e na solidão , chegou a festa de são Miguel; e Francisco, homem evangélico, desceu do monte, trazendo a imagem do crucificado, não esculpida em tábuas de pedra ou de madeira pela mão de algum artifício, mas reproduzida em sua própria carne pelo dedo do Deus Vivo.

Francisco para não se igualaria a Jesus que ficou 40 dias e 40 noites em jejum total, come ao final destes dias um pedaço de pão e bebe água, pois se achava indigno de se igualar a Jesus.



Para saber mais informações sobre a Quaresma, visite:

sábado, 4 de julho de 2009

Julho: mês dedicado ao Preciosíssimo Sangue


“É Ele que dá aos mátires a coragem...
É Ele que conserva nas virgens sem defeito
A pureza de suas vidas!
Ardente, Ele comunica o fervor às almas dos justos
Generoso, Ele oferece a todos a santidade como recompensa.
Este Sangue é como um largo rio,
Como um largo rio de águas vermelhas,
Cujas ondas impetuosas derramando-se da cruz
Molham e fecundam a nossa terra...” (Hino ao Preciosíssimo Sangue)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ano Sacerdotal

"Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote." (Lema do Ano Sacerdotal)

“À Virgem Santíssima entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja que inspiraram o pensamento e a ação do Santo Cura d’Ars. Com a sua fervorosa vida de oração e o seu amor apaixonado a Jesus crucificado, João Maria Vianney alimentou a sua cotidiana doação sem reservas a Deus e à Igreja. Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o Bispo, entre eles próprios e com os leigos que é tão necessário hoje, como o foi sempre. Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre atual a palavra de Cristo aos seus apóstolos, no Cenáculo: “No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo” (Jo 16, 33). A fé no divino Mestre dá-nos a força para olhar confiadamente o futuro. Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo atual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz."
Com a minha bênção.


Vaticano, 16 de Junho de 2009.
BENEDICTUS PP. XVI
REZEMOS PELOS SACERDOTES!!!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Adoradores do Verbo Encarnado


“Dentro do carisma da Toca de Assis, se não adorarmos a Deus de joelhos com o olhar fixo no Senhor, não é adoração. É o que determina o carisma do alto, o nosso carisma. Nós vamos passar e o carisma ficará. É ficar de joelhos e não sentado. Esse coração batendo forte na alma quando comungamos. É verdade, pois até a ciência comprova isso, nossa emoção e nossos sentimentos, nós queremos Deus e precisamos do Senhor.” (Padre Roberto Lettieri - A Missa é o drama do Calvário - 11/10/2008)


Caros irmãos e irmãs em Cristo...
Com o coração cheio de alegria e renovados no Altar, queremos presentear cada “coração toqueiro”, cada membro dessa família, com um breve histórico de nossa amada Fraternidade.
Deus abençoe!
Oremos sempre...

domingo, 3 de maio de 2009

Carta do Padre Roberto aos Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento e aos Leigos


Amados Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento.
Jesus Sacramentado Nosso Deus Amado!

Com a firme esperança que cada um de vós tenha recebido do Senhor a graça de uma quaresma segundo Sua vontade, e tendo realizado uma Semana Santa cheia do Espírito Santo, escrevo estas palavras ao mais profundo do coração de cada ovelha. Vos escrevo do lugar mais santo e profundo desta terra santa, segundo o meu coração, o maravilhoso Getsemani, localizado bem aos pés do, também belo, Jardim das Oliveiras.

Escrevo antes de tudo para manifestar minha profunda união com cada um de vós, durante esse tempo pelo qual vive nossa Fraternidade. Mesmo no silêncio, a certeza que deste lugar santo onde tive a graça de viver esta quaresma, procurei com todo coração fazer da minha vida, em meio a tantas lutas e limitações, um contínuo ato de amor ao nosso grande Deus e Senhor Jesus Cristo, por cada um de vós.

Aqui no Getsemani tudo respira a vontade do Pai, e o grande “sim” do Senhor; em cada anoitecer tenho a forte certeza que o Cálice do fortalecimento se derrama sobre toda a Igreja, principalmente na vida de seus Sacerdotes, Consagrados e Consagradas, e não há dúvida que vivemos um tempo de uma grande e profunda purificação.

Amados Filhos e Filhas, procurarei também nestas palavras manifestar algumas faces do meu coração. Primeiramente pela graça de Deus, mais uma vez o meu pedido de perdão, em meio a minha história de Pastor junto ao coração de cada uma de minhas ovelhas, na mais sincera esperança de poder recebê-lo de cada ovelha que eu possa ter ferido nesta caminhada tão verdadeira entre o mistério da graça e a débil natureza humana.

A santa Igreja nos ensina que a consciência é o nosso sacrário, silencioso e verdadeiro, e é com esta consciência e coração diante do Senhor, que manifesto meu grande amor por este Carisma que o Senhor colocou por excelência em minhas mãos, por isso a minha grande necessidade de render o meu louvor e gratidão por tudo, e ao mesmo tempo, ajoelhar-me diante do Carisma e de cada ovelha, pedindo-vos perdão mais uma vez, e dizer que no altar de Deus, sempre encontrei, e encontro a certeza de que não faltará o perfume de Bethania. “A quem muito foi perdoado porque muito amou”. No altar a certeza do seu perdão e do seu amor, Ele de fato é o grande médico, e é por este grande mistério que em cada Santo Sacrifício da Missa o Sacerdote, com o olhar fixo no Cordeiro imolado sobre o altar, antes de comungá-Lo diz: “A comunhão do vosso Corpo e Sangue, Senhor Jesus Cristo, não seja para meu julgamento e condenação, mas, pela vossa Misericórdia, me sirva de proteção e remédio para a alma e para o corpo.”

Assim, desejo de todo coração agradecer ao Senhor por cada Santa Missa celebrada em minha vida, onde por experiência aprendi neste misterioso caminho de busca de santidade a cada dia que nunca poderá faltar o perfume na casa de Bethania, pedir perdão por qualquer fraqueza que tenha cometido na busca de santidade, a cada dia, do altar de Deus ao altar dos pobres. Perdão!

Apesar de estarmos vivendo o lindo tempo Pascal, sinto a necessidade de fazer da minha vida, pela graça de Deus, aqui no Getsemani, uma oblação por amor a cada um de vós. Canto o meu Aleluia voltando o coração para a vida de vocês, a lembrança e a saudade fixam firmemente sua morada dentro de mim, momentos de alegria, dor, solidão, lágrimas, mas em tudo procuro viver em espírito de sacrifício com uma decisão forte que me leva a ser fiel a cada dia, elevando o Cálice da Salvação com todas as forças do meu coração.

Como já vos disse, o Getsemani para mim é o lugar mais belo do mundo, aqui aprendemos a dar o sangue pelo Senhor, lugar de luta entre a santidade ou abandonar tudo, lugar forte da presença do Senhor, aqui Deus em seu amor faz aumentar em nosso coração a experiência de Adorá-Lo: adorar o Senhor, o Santíssimo Sacramento, é muito mais que uma espiritualidade, que um rito, a nós Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento, é a certeza do sepulcro vazio, é um encontro pessoal, sempre pulsante e novo, é a alegria de encontrar-se com a Misericórdia que cobre nossos pecados e nos leva onde assim Ele o deseja, por esta santíssima razão nunca há perda de tempo diante do Santíssimo Sacramento, adorá-lo é a razão profunda do nosso viver. “Para tudo há momento e tempo, para cada coisa sob o céu.” (Ecl. 3,1)

Cresce dentro em mim o desejo de voltar ao Brasil, porém sinto e sei que ainda não o devo fazer, preciso permanecer no Getsemani onde se sente uma Passio Domini continua, que sem dúvida alguma é o fortalecimento e o coração do nosso carisma, os filhos e filhas da pobreza do Santíssimo Sacramento tem nestas benditas três horas semanais em companhia do Senhor no Getsemani a única certeza de sua total perseverança, principalmente neste tempo presente, por isso com o meu coração de filho da pobreza peço-vos humildemente que a Passio Domini continue sendo celebrada com todo amor e adoração, mesmo durante o tempo pascal, por cada membro das casas fraternas, sendo este mistério também estendido nas sextas-feiras nas três horas da agonia do Senhor no Altar da Cruz.

Em minha volta ao Brasil, no momento presente quero pela graça de Deus continuar sendo o carisma que está em mim por escolha divina sem mérito algum de minha parte e que foi dado a vós pelo meu pobre, mas escolhido coração. Lembro-me neste momento das últimas palavras ao meu coração do Arcebispo emérito de Campinas Dom Gilberto Pereira Lopes que disse: “A melhor maneira de ser, é ter sido e você foi o homem que ensinou uma multidão a adorar o Santíssimo Sacramento e a amar aos pobres como a si mesmo, e ninguém pode tirar isso de você, pois Deus não faz um circulo quadrado ou um quadrado redondo”.

Voltando aos ditames do meu coração e da minha consciência como servo, sinto que procurei me consumir profundamente nesses quinze anos em que a Toca está próxima a celebrar, o carisma como fonte. Desejo voltar simplesmente para ser Filho da Pobreza, para dar aos corações o carisma e nada mais, poder continuar anunciando ao Brasil e ao mundo que Deus é Sacramento, sei que não tenho intelecto nem estudo para almejar outro caminho, só tenho uma esperança e uma alegria, viver e dar a tantos corações o carisma que do Senhor Jesus recebi para o seu louvor de sua glória, e de sua santa Igreja.

Estamos ainda com a bem-aventurada Paixão do Senhor diante de nossos olhos, por isso é necessário mais do nunca adorá-lo. “O amor não é amado e espera o meu amor.” (São Francisco de Assis)

Manifesto minha gratidão a Dom Bruno, Dom Albano, e ao conselho dos Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento, por estarem à frente no cuidado do nosso Instituto, e das vidas consagradas a ele. Estendo também minha gratidão à perseverança na radicalidade do carisma neste tempo difícil que estamos vivendo a cada Filho e Filha da pobreza, aos (as) Aspirantes, Postulantes, Noviços, e a todos os leigos: nascemos para fazer adorado a Deus no Sacramento e fazer o Pobre feliz.

Termino estas palavras dizendo que muito tenho sofrido pela saudade, pelo desejo ardente de que tudo seja restaurado, na certeza profunda pela fé, que nada está parado o Senhor está agindo no meio de nós. Sofrimento este que como Pastor tenho oferecido em lágrimas de louvor ao Senhor no Altar a cada dia, o Espírito Santo tem me levado a viver a obediência pelo sofrimento, e é exatamente esta a passagem da carta aos Hebreus esculpida no frontal da majestosa basílica do Getsemani. O futuro de meus dias pela obediência eu o entrego à sombra do coração do meu Pastor Dom Bruno Gamberini dentro do carisma a nós confiado.

Que a Virgem do Sorriso e da Alegria do Ressuscitado, guarde os vossos corações como ovelhas no redil do Coração do Senhor, aos amados leigos e leigas do Brasil e do mundo minha gratidão por manifestar tanto amor ao coração do Padre, sem vocês penso que meu coração não suportaria os momentos fortes de solidão, eu os amo, que o Senhor os fortaleça nesta sublime missão.

Meu abraço verdadeiro e sincero de Pastor e Fundador ao Irmão Gabriel, e à Irmã Maria dos Anjos, em suas importantes missões, que o Senhor os fortaleça a cada dia em seu Amor.

Que o nosso ato gratuito de Adoração ao Senhor seja nossa primícias de cada dia, a casa de Bethania não pode ficar sem o perfume do amor a Deus no Sacramento, que é profundamente sensível aos nossos atos extraordinários de amor e adoração, nunca tenhamos receio de dar a Deus as primícias de nosso dia, nenhuma preocupação ou necessidade arranque de nós as primícias da adoração a Deus o Santíssimo Sacramento, como verdadeiros Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento. “Que seria da Igreja se a bolsa de Judas estivesse cheia de dinheiro para os pobres, e a casa de Bethania vazia de perfumes.”

Ao mesmo tempo ecoa em nossos corações um dos primeiros escritos do apostolo Paulo à Igreja de Jerusalém: “Não vos esqueçais dos pobres”. Nunca nos esqueçamos que a misericórdia do Senhor, é a nossa vida, que suas obras e seus desígnios de amor não dependem de nossos méritos e vitórias, fraquezas e derrotas, mas acima de tudo é uma decisão do amor do Pai em Jesus Cristo nosso Senhor.

Obs.: Desejo de todo o coração que com a permissão do Ir. Gabriel, da Ir. Maria dos Anjos e de seus respectivos conselhos que esta carta seja lida por todos os membros do Instituto, e também aos fiéis leigos.


Recebam a minha gratidão e minha benção.
Pe. Roberto - Irmão Pelicano

domingo, 12 de abril de 2009

Homilia de Sua Santidade Bento XVI


SANTA MISSA DE PÁSCOA
Domingo de Páscoa 12 de abril de 2009


Amados irmãos e irmãs!

«Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado» (1 Cor 5, 7): ressoa hoje esta exclamação de São Paulo que ouvimos na segunda leitura, tirada da primeira Carta aos Coríntios. É um texto que remonta apenas a uns vinte anos depois da morte e ressurreição de Jesus e, no entanto – como é típico de certas expressões paulinas – já encerra, numa síntese admirável, a plena consciência da novidade cristã. Aqui, o símbolo central da história da salvação – o cordeiro pascal – é identificado em Jesus, chamado precisamente «o nosso cordeiro pascal». A Páscoa hebraica, memorial da libertação da escravidão do Egito, previa anualmente o rito da imolação do cordeiro, um cordeiro por família, segundo a prescrição de Moisés. Na sua paixão e morte, Jesus revela-Se como o Cordeiro de Deus «imolado» na cruz para tirar os pecados do mundo. Foi morto precisamente na hora em que era costume imolar os cordeiros no Templo de Jerusalém. O sentido deste seu sacrifício tinha-o antecipado Ele mesmo durante a Última Ceia, substituindo-Se – sob os sinais do pão e do vinho – aos alimentos rituais da refeição na Páscoa hebraica. Podemos assim afirmar com verdade que Jesus levou a cumprimento a tradição da antiga Páscoa e transformou-a na sua Páscoa.

A partir deste novo significado da festa pascal, compreende-se também a interpretação dos «ázimos» dada por São Paulo. O Apóstolo refere-se a um antigo costume hebraico, segundo o qual, por ocasião da Páscoa, era preciso eliminar de casa todo e qualquer resto de pão fermentado. Por um lado, isto constituía uma recordação do que tinha acontecido aos seus antepassados no momento da fuga do Egito: saindo à pressa do país, tinham levado consigo apenas fogaças não fermentadas. Mas, por outro, «os ázimos» eram símbolo de purificação: eliminar o que era velho para dar espaço ao novo. Agora, explica São Paulo, também esta antiga tradição adquire um sentido novo, precisamente a partir do novo «êxodo» que é a passagem de Jesus da morte à vida eterna. E dado que Cristo, como verdadeiro Cordeiro, Se sacrificou a Si mesmo por nós, também nós, seus discípulos – graças a Ele e por meio d’Ele –, podemos e devemos ser «nova massa», «pães ázimos», livres de qualquer resíduo do velho fermento do pecado: nada de malícia ou perversidade no nosso coração.

«Celebremos, pois, a festa (…) com os pães ázimos da pureza e da verdade»: esta exortação de São Paulo, que conclui a breve leitura que há pouco foi proclamada, ressoa ainda mais forte no contexto do Ano Paulino. Amados irmãos e irmãs, acolhamos o convite do Apóstolo; abramos o espírito a Cristo morto e ressuscitado para que nos renove, para que elimine do nosso coração o veneno do pecado e da morte e nele infunda a seiva vital do Espírito Santo: a vida divina e eterna. Na Seqüência Pascal, como que respondendo às palavras do Apóstolo, cantamos: «Scimus Christum surrexisse a mortuis vere – sabemos que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos». Sim! Isto é precisamente o núcleo fundamental da nossa profissão de fé; é o grito de vitória que hoje nos une a todos. E se Jesus ressuscitou e, por conseguinte, está vivo, quem poderá separar-nos d’Ele? Quem poderá privar-nos do seu amor, que venceu o ódio e derrotou a morte?

O anúncio da Páscoa propaga-se pelo mundo com o cântico jubiloso do Aleluia. Cantemo-lo com os lábios; cantemo-lo, sobretudo com o coração e com a vida: com um estilo «ázimo» de vida, isto é, simples, humilde e fecundo de obras boas. «Surrexit Christus spes mea: / precedet suos in Galileam – ressuscitou Cristo, minha esperança / precede-vos na Galiléia». O Ressuscitado precede-nos e acompanha-nos pelas estradas do mundo. É Ele a nossa esperança, é Ele a verdadeira paz do mundo. Amém.

domingo, 5 de abril de 2009

Semana Santa 2009


Divino Pastor da humanidade, dai ao padre Roberto a força de apascentar cada um de nós, suas ovelhas, à vivência da Páscoa com o coração disponível para receber as graças reservadas aos servos do Senhor.

Ó Pai, que por Jesus aceitais nossos pedidos, acolha agora nossos pedidos pelo padre Roberto. Dai-lhe as condições necessárias para viver o seu sacerdócio com todo ardor e poder levar cada vez mais corações ao encontro do Teu altar.

Guardai e fortificai pelo altar o coração do Irmão Gabriel e da Irmã Maria dos Anjos, Ministros Gerais da Toca de Assis, para que saibam exercer a missão que o Senhor lhes confiou para a glória do Reino.

Aumentai em todos os consagrados, religiosos e acolhidos da Toca de Assis o desejo de encontra-vos no altar e ouvir a Tua voz chamando-os sempre à santidade e ao serviço aos mais necessitados.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Ordenação Diaconal Irmão Rafael



Com o coração cheio de alegria e esperança os Filhos e Filhas da Pobreza celebraram o dom da vida do nosso amado Irmão Rafael (co-fundador da Toca de Assis), o seu diaconato. O Santo Sacrifício da Missa foi presidida pelo Arcebispo da Arquidiocese de Campinas, Dom Bruno Gamberine, onde estiveram presentes sacerdotes, seminaristas, religiosos, familiares, acolhidos e todo o povo de Deus. Encerrando esse momento de alegria, nosso amado fundador, Padre Roberto Lettieri, que hoje se encontra em seu retiro quaresmal, enviou uma mensagem ao Diácono Rogério (Irmão Rafael).

“Amado Irmão Rafael, lembra-te sempre que nada nos dá mais alegria do que servir e fazer felizes os corações pelo amor e a misericórdia do servo, viva a Diaconia não somente como uma passagem ao Sacerdócio, mas como razão de tua vida até o seu último sim. Viva a Misericórdia e viva da Misericórdia, lembra-te dos pobres de coração. Lembra-te sempre, que tua maior alegria e liberdade foi sempre em ser servo, lembra-te somos servos apenas, apenas servos e nada mais. (...)” (Trecho da mensagem Padre Roberto ao coração Diácono Rogério, o Irmão Rafael )

(Fonte:
www.tocadeassis.org.br)

Visite o site oficial da Fraternidade e saiba mais sobre esse momento de grande alegria!